O vidro deixou de mostrar o quarto.
Por um instante, não houve superfície nem reflexo. Apenas uma passagem azul, profunda, respirando no lugar onde o espelho estivera.
Uma cidade envolta em névoa.
Um reflexo que escolheu permanecer.
Algumas histórias começam com uma porta. A de Sophia começou com um reflexo.
© Lunaris Editora
Há reflexos que mostram quem você é.
E outros que despertam aquilo que deveria ter permanecido esquecido.
O espelho respondeu
Por um instante, Sophia permaneceu imóvel.
A mulher do outro lado, não.
Entre a névoa e o mar
Sob a luz do farol, antigas histórias voltam a respirar.
O Espelho de Sophia
Por um instante, não houve superfície nem reflexo. Apenas uma passagem azul, profunda, respirando no lugar onde o espelho estivera.
Sob a névoa e os telhados antigos, a cidade revelou uma segunda arquitetura — silenciosa, invisível e muito anterior àquela noite.
A Torre do Relógio, a Estação Antiga e o Museu Lion formavam um mapa que ninguém havia ensinado Sophia a ler.
O Farol da Lua Azul não iluminava apenas o caminho. Marcava o ponto exato em que a história de Sophia começaria a atravessar o véu.
☾ ✦ ☽Entre vitrines recém-polidas e caixas que ainda guardavam o cheiro de papel antigo, Sophia encontrou uma cidade diferente daquela celebrada nos discursos.
Seu nome sobrevivia nos monumentos. Os projetos, as cartas e os documentos pessoais terminavam sempre no mesmo espaço vazio.
A semelhança não estava apenas nos olhos. Havia na postura da mulher uma familiaridade que Sophia reconheceu antes de compreender.
Nas tampas de ferro, nos desenhos antigos e nos pontos em que Solace parecia ter sido reconstruída sobre o próprio silêncio.
Sob cada ausência, alguma coisa permanecia à espera de ser reconhecida.
A trilha acompanha as falésias e deixa a cidade para trás aos poucos, entre pinheiros inclinados, degraus antigos e o som constante do mar.
Das janelas do centro histórico surgem fitas, luas de metal e pequenas lanternas. A cidade inteira se prepara para uma tradição celebrada há gerações.
Barracas de madeira ocupam o caminho até a praça, reunindo livros antigos, doces de especiarias, velas, ervas e objetos produzidos pelos artesãos locais.
Suspensas sobre as ruas e carregadas pelos visitantes, suas luzes azuladas e douradas acompanham a névoa que avança lentamente desde a costa.
Por algumas horas, as ruas conhecidas ganham outra aparência. As luzes se multiplicam na neblina e até os moradores mais antigos observam a noite em silêncio.
Você entraria em Solace nesta noite?
O site apresenta o mundo. O livro revela a história.
André Xavier
Lunaris EditoraUma fantasia gótica contemporânea sobre memória, herança, escolhas e os lugares que continuam nos chamando mesmo quando já não sabemos seus nomes.
Link oficial de lançamento
Em O Espelho de Sophia, esse lugar é Solace — uma cidade cercada pelo mar, pela névoa e pelas marcas de uma história que permanece viva em sua paisagem.
O Museu Lion, o Farol da Lua Azul, a Praia da Pedra Azul e as ruas antigas da cidade formam o primeiro território da saga. Cada lugar preserva sua própria atmosfera sem entregar aquilo que ainda precisa ser descoberto.
Espelhos, cidades, linhagens e heranças retornarão sob novas formas. Cada livro acrescentará outra camada a esse universo, ampliando a paisagem sem desfazer o mistério anterior.
O Espelho de Sophia inaugura uma saga planejada em oito livros. Em cada volume, novos territórios e novas memórias se aproximarão do mesmo reflexo.
A travessia está apenas começando.
Solace é a primeira coordenada de uma cartografia maior. Suas ruas, sua costa e seus monumentos abrem a margem inicial de um universo que continuará se expandindo.
O mapa reúne os lugares que formam a paisagem de Solace: ruas antigas, centros de memória, caminhos junto ao mar e pontos onde a cidade revela sua identidade.
Além da costa registrada, a saga continuará acrescentando novos territórios, símbolos e memórias — sem antecipar aquilo que cada livro deverá revelar em seu próprio tempo.
O Espelho de Sophia é a entrada para essa geografia. A travessia começa em Solace; as demais margens ainda permanecem além do alcance da luz.
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