I · A resposta da margem
Os Quatro Mundos
Esquecidos
A fenda criada por Aelis se alarga. Quatro paisagens respiram na
escuridão, cada uma presa a uma coordenada que o Atlas havia
retirado de suas páginas. Seus nomes retornam antes de suas vozes.
Livro I · A primeira porta
Nerath
O Atlas das Portas Esquecidas
Penhascos de pedra negra guardam portas mais antigas que as cidades
erguidas ao redor delas. A névoa percorre caminhos apagados e
devolve, por instantes, as coordenadas que ninguém deveria lembrar.
Foi em Nerath que o esquecimento começou a adquirir forma.
Livro II · As raízes suspensas
Erydia
Os Jardins sobre o Abismo
Ilhas cultivadas flutuam sobre uma profundidade sem fundo. Os
jardins crescem para baixo, sustentados por raízes que procuram uma
terra desaparecida. Em Erydia, cada flor preserva a memória de algo
que caiu — e algumas começaram a pronunciar o nome de Aelis.
Livro III · A luz preservada
Solkar
A Cidade do Último Sol
Uma cidade de cobre e pedra mantém o crepúsculo preso entre suas
torres. O último sol permanece sobre o horizonte, mas sua luz
diminui a cada ciclo. Solkar aprendeu a medir o tempo pelo que ainda
resta, enquanto suas sombras apontam para uma porta sem parede.
Livro IV · A arquitetura do sonho
Vespera
As Torres que Aprenderam a Sonhar
Torres impossíveis mudam de lugar enquanto seus habitantes dormem.
Janelas se acendem em andares que não existiam na noite anterior, e
corredores despertam carregando lembranças de outros mundos. Em
Vespera, a própria arquitetura sonhou com o retorno do Atlas.
VI · A constelação restaurada
O apagamento retirou
as coordenadas.
Os mundos continuaram existindo fora da memória. Agora, os quatro
nomes ocupam novamente as páginas, ligados pela margem que Aelis
desenhou. No centro da nova cartografia, o Atlas registra uma única
coordenada viva.
Nerath. Erydia. Solkar. Vespera. Quatro mundos voltaram a ter uma margem.
NA CAPA DO LIVRO, DUAS PALAVRAS SURGEM: ABRA O ATLAS.